CONHECENDO
NOSSAS
Stela Maris da Rosa Dias*
Todos nós dependemos da água para sobreviver, pois é um recurso natural e estratégico para a sobrevivência da humanidade e tem importância ecológica, econômica e social.
A água encontrada em estado líquido existe somente no Planeta Terra.
Há mais de três bilhões de anos surgiram as primeiras formas de vida na água dos oceanos. Esses microorganismos foram se desenvolvendo e durante muito tempo esse foi o único ambiente em que havia vida.
Até agora toda a humanidade dependeu da água para a manutenção da vida, a sustentabilidade e a produção de alimentos. Assim no passado, presente e futuro todos necessitamos e necessitaremos dela para sobreviver. Contudo, conforme nos aponta Carlos Borges “embora dependam da água para sua sobrevivência e para o desenvolvimento econômico e social, as sociedades humanas poluem e degradam este recurso - tanto as águas superficiais como as subterrâneas”.
Os seres humanos, os animais e as plantas necessitam de água doce para viver. Apenas 3% da água existente é doce, além disso, apenas 1/3 dessa água doce não está debaixo da terra, nos lençóis freáticos, ou congelada nos pólos em forma de geleiras, calotas polares e icebergs.
Apesar de estarmos acostumados a imagens de gigantescos mares e oceanos, e de sabermos que 2/3 da superfície da Terra são cobertos por água, quase toda a água existente em nosso planeta, é salgada, ou seja, não é boa para o consumo humano ou animal, sendo também imprópria para a lavoura.
A água é um recurso essencial que até bem pouco tempo atrás era pensado como infinito. Hoje não temos mais essa certeza, pois conforme afirma a professora Etienne de Oliveira “se fizermos uma análise de como as pessoas usam este recurso, verificaremos que ele é finito e continuamente mais escasso. O volume deste recurso é o mesmo desde que a Terra se formou, no entanto, o seu uso é cada vez mais diversificado”.
Essas colocações servem para nos deixar em alerta, por isso penso ser importante e necessário que busquemos informações e que levemos até as nossas salas de aula esse conhecimento para então podermos refletir juntos, em busca de soluções viáveis para a conservação e a manutenção do nosso recurso aqüífero, como necessário e importante para a manutenção da vida planetária.
Em nosso município nossas águas locais são encontradas no mar, que cobre nossa faixa litorânea, mais a Lagoa Itapeva, que beira toda a Zona Rural do município, além das três lagoas que compõe o Parque Natural Tupancy, mais o arroio histórico que corta a sede do município, Arroio do Sal, no sentido oeste-leste, encontrando-se com o mar à beira-mar. Além desses, temos também vários outros arroios ao longo do nosso município: o do Caniço, o da Praia Azul, o Arroio Seco, o da Figueirinha e o arroio da Bom Jesus.
Todas essas águas locais emprestam ao nosso município uma beleza ímpar, permitindo que possamos utilizá-las como atrativo turístico, promovendo uma perfeita harmonia natural.
Também oferece meio de sobrevivência aos moradores, durante a baixa temporada, promovendo a pesca durante todo o ano, em seus períodos permitidos. Além de trazer turistas e veranistas ao longo do veraneio, aos finais de semana e em feriadões.
Todo esse movimento ao redor das nossas águas locais permite que nosso município se desenvolva não só no aspecto turístico, como no econômico, pois possibilita trabalho aos nossos moradores, como zeladoria de casas, serviços de manutenção e segurança durante todo o ano e também os empregos temporários de verão.
Por isso se faz necessário e importante para o município de Arroio do Sal que trabalhemos em favor de manter e garantir a sustentabilidade dessas nossas águas, promovendo debates entre nossos alunos e possibilitando-lhes que venham a conhecê-los para que multipliquem essa ideia de conservação e preservação das nossas riquezas naturais.
Diante do exposto proponho as seguintes atividades a serem desenvolvidas em nossa escola, no turno da tarde, para os anos iniciais do ensino fundamental de nove anos:
Objetivos
1. Conhecer nossas águas locais através de visitação.
2. Retratar nossas águas em seus locais naturais através de fotografias, desenhos e relatos descritivos.
3. Registrar a importância desses locais para nossa população da Rondinha, utilizando-nos de entrevistas à comunidade.
4. Criar apresentações artísticas dos trabalhos registrados: virtuais, áudio-visuais e pelas artes plásticas.
5. Expor os trabalhos realizados.
Algumas Sugestões de Questionamentos Norteadores
1. Em que região se localiza nossa cidade?
2. Quais são as principais atividades econômicas (agropecuária, indústria, turismo, comércio)?
3. Quais são os tipos de águas existentes no município? Algum deles cortam a área urbana? Estão poluídos? Como? Possuem matas ciliares? São explorados para lazer, pesca ou turismo? Onde eles nascem e deságuam? Há peixes? Que espécie?
4. De onde vem a água que abastece nossa cidade? Onde fica e como funciona a estação de tratamento de água (ETA)? Qual a capacidade de abastecimento desse manancial?
5. Existe estação de tratamento de esgoto doméstico? Qual o sistema usado? Quais as alternativas mais econômicas? Onde o esgoto é lançado? Onde ficam os emissários do esgoto?
6. Para onde vai o lixo doméstico? E o industrial (nível 2)? E o tóxico? Existe aterro sanitário ou usina de compostagem? Como são operados? Onde ficam?
7. Existem Áreas de Preservação Ambiental (APA), parque ecológico, horto ou reserva florestal, reserva biológica ou qualquer outra área declarada de preservação permanente no município? São abertas ao público? Como estão sendo administradas? Estão sendo realmente protegidas? O que há nelas para merecerem a preservação permanente? Se não existem, há algum ecossistema que precise ser declarado de preservação permanente?
(Questionamentos coletados nesse endereço: http://www.cunolatina.com.br/dicas.htm).
Os desdobramentos em sala de aula deverão ocorrer conforme cada professora pensar suas atividades.
As visitas deverão ser agendadas com cronograma antecipado junto à Smec, para solicitação do transporte, com pelo menos trinta dias de antecedência.
Todas as atividades deverão encerrar-se uma semana antes da exposição de trabalhos na sede do Município.
*Professora regente das turmas de 1º e 2º anos em classe multisseriada do ano de 2009 da E. E. E. F. Professor Diestchi – Rondinha – Arroio do Sal.
Bibliografia:
TUNDISI, José Galizia e MATSUMURA, Takako. Folha Explica: A Água. Disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u351812.shtml
OLIVEIRA, Etienne de. Reflexões Sobre a Importância da Água. Disponível em: http://www.pqn.com.br/portal_pqn2/index.php?option=com_content&task=view&id=3822&Itemid=70
http://carlosborges07.spaces.live.com/blog/cns!6091A1C44990B72E!1595.entry
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Arroio do Sal, 10 de Setembro de 2009
Já fizemos visitação às aguas locais do lado sul do município, incluindo a visita do arroio histórico, na sede município.
Nesse primeiro dia de visitas, que aconteceu em 27 de agosto, fomos aos arroio:
Do Caniço, que muito nos encantou, pois passava uma espécie de cascata, feita com lages, embaixo da ponte e faz uma curva em direção às dunas para o lado norte do município. Esse fato foi citado por uma dupla de alunos em seu poema/quadrinha que será editado posteriormente.
Arroio do Sal: arroio histórico que carrega o nome do Município no fato acontecido na década de 40, quando faltou sal nas redondezas e então ferveram água do mar, à beira de arroio num fogo chão, conseguindo assim produto que necessitavam. Aqui anamos ao longo do arroio até seu encontro com o mar. E não é que fomos presenteados com a visita de baleias ao mar! Ao longo desse arroio encontramos muita vegetação e muito lixo; mas mostrou-nos muita beleza: as seringueiras ao lado do antigo Hotel Recreio, no calçadão central, muitas árvores ao longo do caminho e também flores! Vimos vários peixinhos nadando tranquilos, prá lá e prá cá...
Arroio do Figueirnha 1: nesse primeiro deságue, estava bem sujo e de´´aguas escuras do lado da serra, mas passando a ponte para o lado do mar, águas corriam limpinhas e muitas pedras, embelezando a caída delas mais abaixo em seu curso pro mar. Embora pequeno e com pouca água teve esses momentos de contrastes entre serra/mar, leste/oeste!
Arroio do Figueirinha 2 : Bem ao sul da praia, um lindo arroio de a´guas limpas, cheio de pedras no lado do mar e cheio de árvores ao longo da serra. Aqui nos deliciamos tirando foto num tronco, pouco lixo, algumas garrafas, e muita beleza, muito cuidado pelos proprietários vizinhos.
Finalizando essa primeira visita chegamos ao Arroio da Bom Jesus: esse aqui nos presenteou com uma ampla estrutura de embelezamento feita pelos moradores ao longo de seu leito. Pontes, cercas, bancos, casinhas de passarinho, pássaros, flores, árvores e até arco natural de entrada na passagem de uma ponte!
Esse foi o presente que recebemos para finalizar essa primeira parte da visitação "Conhecendo nossas águas" do Sul do Município.
Registramos muitas fotos, os alunos fizeram um painel representativo dos arroios visitados e colocamos na parede junto com o trabalho que está sendo escrito e desenhado sobre nossas águas locais!
Os alunos do segundo ano, em duplas produziram poemas/quadrinhas sobre cada um deles.
Que tomarão parte no painel da parede. Foram ilustrados pela dupla e serão impressos os poemas ali mesmo...
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Já visitamos também as águas do lado sul de Rondinha:
Vimos o arroio Rondinha Velha
As lagoas do Parque Tupancy
O Arroio Praia Azul e o Arroio Seco.
Nessa visita o que mais nos chamou atenção foi o excsso de lixo colocado nos arroios. Todos eles, sem exceção tinham alguma coisa "artificial" ali dentro....
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Arroio do Sal, 19 de setembro
Enviamos as pesquisas para os pais nessa semana, sobre o conhecimento deles a espeito das nossa águas.
Aguardamos retorno e posterior organização dos dados.
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Arroio do Sal, 19/10/2009
Visitamos as águas da Lagoa Itapeva, na Pousada da Lagoa, uma das fazendas que participa do Turismo Rural Campeiro aqui em Arroio do Sal, e explora essas águas para atrair turistas.
Foi uma tarde de muita chuva, mas lá fomos nós, registramos as fotos ali.
Depois na sala organizamos um painel retratando esse local com pintura em giz de cera, recorte e colagem de animais e de palitos para as cercas.
Realizamos após essa visita uma roda de conversa onde produzimos um texto coletivo sobre a importãncia das nossas águas.
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Meus alunos pintaram telas à óleo (de sucata claro!).
Já realizamos a exposição de fotos aos pais e alunos do turno da tarde, no dia 14 de outubro.
Participamos no dia 15 da I Semana da Água do Município de Arroio do Sal, onde os alunos assinaram um "Biotrato": ficando responsáveis por cuidar das águas locais durante esse ano todo.
E no dia 16 da outubro, quinta-feira, a professora Rosicler apresentou nosso projeto na I Semana da Àgua do Arroio do Sal.
Aqui temos os registros em fotos.
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Aqui registramos algumas fotos... clique
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